Em muitas empresas, SAP e ONESOURCE Global Trade fazem parte do mesmo processo, mas desempenham papéis diferentes.
O SAP normalmente concentra informações corporativas relacionadas a compras, vendas, materiais, fornecedores, clientes, estoque, financeiro e contabilidade. O ONESOURCE Global Trade utiliza parte dessas informações para conduzir processos especializados de comércio exterior, adicionando regras, documentos, cálculos, controles e etapas específicas da operação.
Para evitar que o usuário tenha que redigitar os mesmos dados nos dois ambientes, os sistemas precisam conversar.
Da origem do dado ao processo de Comex
Imagine uma compra internacional iniciada no ERP.
Informações como fornecedor, material, quantidade, valores e condições comerciais podem ser transferidas para o ambiente de Comércio Exterior. A partir daí, o processo é enriquecido com os dados necessários à importação.
Durante a execução, novas informações são geradas: despesas, documentos, status, valores efetivamente realizados e outros dados operacionais.
Dependendo da arquitetura definida pela empresa, parte dessas informações pode retornar ao SAP para continuar o fluxo financeiro, fiscal, logístico ou contábil.
O importante não é apenas transmitir dados, mas garantir que cada sistema saiba qual informação é sua responsabilidade e em qual momento ela deve ser atualizada.
Existe uma camada entre os dois sistemas
Integrações corporativas raramente são apenas uma conexão direta entre duas aplicações.
Dependendo do ambiente do cliente, podem existir componentes como ABAP, SAP PI/PO, CPI, BTP ou outras tecnologias responsáveis por extrair, transformar, transportar e monitorar informações.
O desafio está nos detalhes
Muitos problemas de integração não acontecem porque os sistemas deixaram de se comunicar completamente. Eles aparecem quando um campo deixa de ser enviado, um código possui significado diferente nos dois ambientes, determinada informação chega fora da sequência esperada ou uma alteração em um sistema não foi refletida no outro.
Por isso, uma integração robusta precisa de mapeamento de campos, regras de transformação, tratamento de exceções, logs e mecanismos de reprocessamento.
Também precisa de documentação.
Quando ninguém consegue explicar claramente de onde determinado dado veio e quais transformações sofreu até chegar ao OSGT, encontrar a causa de um erro se torna muito mais difícil.
Integração é parte do processo, não apenas da TI
Uma interface pode estar tecnicamente funcionando e, mesmo assim, produzir um resultado incorreto para o negócio.
A validação precisa envolver tanto quem conhece tecnologia quanto quem entende o processo de Comércio Exterior.
Uma integração SAP–OSGT bem estruturada reduz digitação, retrabalho e inconsistências. Mais importante: cria uma cadeia de informações rastreável do ERP até a operação de Comércio Exterior.
